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1. FONACATE Discute Transformação Em Confederação // 2. OIT: Dia Internacional da Mulher // 3. PEC 555/06: Vice-Presidente Do SINAIT Atua Em Trabalho Parlamentar PDF Imprimir E-mail
04.03.2010

1. Os vice-presidentes do SINAIT, Carlos Alberto Teixeira Nunes e Sérgio Trindade representaram o Sindicato Nacional, 2.Mulheres têm mais participação e responsabilidades no mercado de trabalho, mas desigualdades de gênero permanecem, diz a OIT  ... 3Ele também acompanhou a eleição e posse de integrantes da Mesa da Comissão do Trabalho e Serviço Público da Câmara (CTASP)

1. FONACATE discute transformação em Confederação - Clique aqui para ler a íntegra - Publicada em: 10-03-2010

2. DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2010

Promoção da igualdade de oportunidades e tratamento é prioridade para atuação da OIT no Brasil

Para a OIT-Brasil trabalho doméstico e equilíbrio entre trabalho e família são prioridades para a promoção da igualdade de oportunidades e tratamento no Brasil

 

BRASÍLIA (Notícias da OIT) – A atuação da Organização Internacional do Trabalho no Brasil tem dado prioridade, entre outros temas, à promoção da igualdade de oportunidades e tratamento no mundo do trabalho. Por ocasião do Dia Internacional da Mulher – 2010, o Escritório da OIT divulgou um documento mostrando que as desigualdades de gênero e raça são aspectos estruturantes da desigualdade social brasileira e fortalecem os mecanismos de exclusão.
O documento foi divulgado pela Diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, durante entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira, dia 4 de março.
“A magnitude da presença de mulheres e negros no mercado de trabalho é acompanhada da persistente presença de déficits de trabalho decente em todos os aspectos. As mulheres – principalmente as mulheres negras – possuem rendimentos mais baixos que os dos homens e, ainda que em média tenham níveis de escolaridade mais elevados, seguem enfrentando o problema da segmentação ocupacional, que limita seu leque de possibilidades de emprego. As mulheres e os negros são mais presentes nas ocupações informais e precárias e as mulheres negras são a grande maioria no emprego doméstico, uma ocupação que possui importantes deficits no que se refere ao respeito aos direitos trabalhistas”.
No decorrer do ano de 2010, diversas ações, em parceria com as Secretarias Especiais de Políticas para as Mulheres e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e com o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, deverão ser tomadas para promover a discussão de temas fundamentais para a promoção da igualdade de oportunidades e tratamento no mundo do trabalho, tais como o tema do equilíbrio entre trabalho e família e a questão do trabalho doméstico.
Destaca-se a discussão em torno da possível ratificação, por parte do Governo brasileiro, da Convenção 156 da OIT, sobre trabalhadores e trabalhadoras com responsabilidades familiares, o que contribuirá para fortalecer os compromissos do Estado brasileiro com a aplicação efetiva dos princípios contidos nesse tratado internacional na vida cotidiana de trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias.
A Convenção 156 traz importantes orientações para a elaboração de políticas nacionais que contribuam para uma compatibilização satisfatória dos trabalhos remunerados e não-remunerados, que promovam o compartilhamento de responsabilidades entre homens e mulheres e a igualdade de oportunidades e não discriminação para trabalhadores e trabalhadoras com responsabilidades familiares.
Da mesma forma, a Conferência Internacional do Trabalho – principal instância de deliberação da OIT – iniciará em junho de 2010 a discussão sobre a possível adoção de um instrumento internacional de proteção às/aos trabalhadoras/es domésticos, atividade exercida predominantemente pelas mulheres e na qual estão presentes de maneira evidente as desigualdades de gênero e raça.
Algumas das principais constatações do documento:

 

Em 2008, das 97 milhões de pessoas acima de 16 anos presentes no mercado de trabalho, as mulheres eram cerca de 42,5 milhões (43,7% do total) e a população negra (homens e mulheres) cerca de 48,5 milhões de pessoas (cerca de 50%);

Somados, mulheres brancas, mulheres negras e homens negros representavam 72% das pessoas no mercado de trabalho, o que corresponde a 70 milhões de trabalhadores;

No mesmo ano, as mulheres e os negros apresentavam os maiores níveis de desemprego, sendo as mulheres negras as mais atingidas pelo desemprego, com uma taxa de 10,8%, comparada a 8,3% para as mulheres brancas, 5,7% para os homens negros e 4,5% para os homens brancos;

As trabalhadoras domésticas representavam 15,8% do total da ocupação feminina em 2008, correspondendo a 6,2 milhões de mulheres, em sua maioria negras 20,1% das mulheres negras ocupadas estão no trabalho doméstico;

Apesar de empregar um número significativo de mulheres, o trabalho doméstico é caracterizado pela precariedade: no mesmo ano, somente 26,8% do total de trabalhadoras domésticas tinham carteira de trabalho assinada, e, entre as trabalhadoras domésticas negras, 76% não têm carteira assinada.

Em 2008, a média de horas semanais gastas, pelas pessoas ocupadas, com os afazeres domésticos era de 16 horas. Ao desagregarmos os dados, evidencia-se a significativa diferença com relação à distribuição das responsabilidades familiares e afazeres domésticos entre homens e mulheres: para os homens ocupados a média era de 9,2 horas semanais e para as mulheres ocupadas, 20,9 horas semanais.

Mulheres têm uma jornada semanal superior à dos homens: ao se conjugarem as informações relativas às horas de trabalho dedicadas às tarefas domésticas (reprodução social) com àquelas referentes à jornada exercida no mercado de trabalho (produção econômica), constata-se que, apesar da jornada semanal média das mulheres no mercado de trabalho ser inferior a dos homens (34,8 contra 42,7 horas), ao computar-se o trabalho realizado no âmbito doméstico (os afazeres domésticos), a jornada média semanal total das mulheres alcança 57,1 horas e ultrapassa em quase cinco horas a dos homens (52,3 horas).

Cai a taxa de fecundidade: Entre as mulheres de 15 a 49 anos, para o período de 1991 a 2007, observa-se uma queda da taxa de fecundidade de 2,9 para 1,95, ou seja, abaixo da taxa de reposição da população, que é de 2,1.

Entre 1998 e 2008, observa-se um crescimento de casal sem filhos de 13,3% para 16,6%, enquanto que diminuiu de 55,8% para 48,2% o número de casal com filhos. Houve também um crescimento de 16,7% para 17,2% do número de famílias com mulheres sem cônjuges com filhos.

Aumentam famílias com mulheres chefes: Houve um aumento de 25,9% para 34,9% entre 1998 e 2008, sendo que as estruturas unipessoais aumentaram de 4,4% para 5,9%.

Veja texto completo de estudo divulgado pela OIT
Veja a apresentação da Diretora Laís Abramo

04.03.2010

Dia Internacional da Mulher 2010

"O que está dando certo para as mulheres trabalhadoras", é o tema do 8 de Março deste ano

Todos os anos, a Organização Internacional do Trabalho  comemora o Dia Internacional da Mulher com um evento em honra de mulheres de coragem e convicção, abordando diferentes aspectos do mundo do trabalho. Em 2010, o tema da celebração da OIT é  “O que está dando certo para as mulheres trabalhadoras”.

Já se passaram 15 anos desde a quarta Conferência Mundial sobre a Mulher em Beijing, quando decidiu-se adotar uma plataforma global para a ação sobre a igualdade de gênero e o fortalecimento das mulheres. A mensagem da OIT na Conferência de Beijing foi a de que todas as mulheres são mulheres trabalhadoras. O 8 de Março de 2010 nos dá a oportunidade de compartilhar experiências sobre os êxitos obtidos desde aquela data.
No dia 8 de Março, na sede da OIT em Genebra será realizado um painel para discutir os avanços obtidos e os problemas que ainda subsistem com o objetivo de obter-se uma igualdade de gênero no mundo do trabalho. O painel será presidido pela embaixadora Maria Nazareth Farani de Azevedo, representante do Brasil no Conselho de Administração da OIT, e terá a presença de Creuza de Oliveira, presidente do Sindicato Nacional das Trabalhadoras Domésticas do Brasil.
Veja o programa (em PDF)

Fonte: OIT

 

3. PEC 555/06: Vice-presidente do SINAIT atua em trabalho parlamentar

Ele também acompanhou a eleição e posse de integrantes da Mesa da Comissão do Trabalho e Serviço Público da Câmara (CTASP)

O vice presidente do SINAIT, Carlos Alberto Teixeira Nunes, juntamente com um grupo de representantes de entidades, esteve na Câmara, nesta quarta-feira 3, para fazer trabalho parlamentar pela instalação da Comissão Especial que irá analisar a PEC 555 - que trata de revogar a cobrança previdenciária dos aposentados e pensionistas do serviço público. Ele também acompanhou a eleição e posse de parte dos integrantes da Mesa Diretora da Comissão do Trabalho e Serviço Público da Câmara (CTASP).

O grupo entregou ao deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) abaixo-assinado de todos os líderes da Casa solicitando a imediata instalação da Comissão Especial. O documento será levado ao presidente da Câmara Michel Temer (PMDB/SP). Eles também falaram com diversos deputados, como Vicentinho (PT/SDP), Alice Portugal (PCdoB/BA), Chico Lopes (PCdoB/CE), Alex Canziani (PTB-PR), presidente eleito da CETASP, e outros.

Entre as entidades que atuaram nesta quarta-feira estão Anfip, Sinal, Sindifisco Nacional, Unacon, Unafisco Nacional e Mosap entre outras.

CTASP - O deputado Alex Canziani (PTB-PR) foi eleito o presidente em substituição ao deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM). A deputada Gorete Pereira (PR-CE) foi eleita 1ª vice-presidente, o deputado Vicentinho (PT-SP) foi eleito 2º vice, e o deputado Sabino Castelo Branco foi eleito 3º vice. Todos foram empossados.

Canziani disse que vai se reunir com assessores para avaliar os projetos mais importantes tanto para os trabalhadores quanto para os empresários. Segundo ele, a comissão estará aberta para os os movimentos de trabalhadores que vêm à Câmara, como o que reivindica a carga horária máxima semanal de 40 horas.

“Vamos determinar uma pauta, porque queremos ter uma produção importante, mesmo neste ano eleitoral, que encurta o período de trabalho”, afirmou.

Com informações: Agência Câmara / SINAIT

 

 
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