| "Reconhecimento Internacional do Trabalho do AFT" - ONU Reconhece Esforço do Governo Brasileiro no Combate ao Trabalho Escravo |
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| 06.09.2010 |
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Relatório especial sobre formas contemporâneas de escravidão cita 'políticas exemplares' postas em prática no Brasil e elogia sanções civis executadas a partir das ações do Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. "AFT da SRTE - RJ Eleito Imortal das Ciências Econômicas, Políticas e Sociais". "Coral da AFAITERJ na Rádio MEC AM 800MHZ!" Concurso Sobre a Inspeção do Trabalho: Carlos Alberto de Oliveira (AFT/RJ) foi o grande vencedor.
Trabalho Escravo... ? vc pode saber um pouco + "ao clicar no banner!" Brasília, 14/09/2010 - Reconhecer a existência de trabalho análogo ao de escravo no Brasil é o primeiro passo para enfrentar o problema. E esta manifestação do Governo Federal vem trazendo resultados no combate às formas contemporâneas de escravidão: desde 1995, quando foi implementado o Grupo Móvel de Fiscalização e Combate ao Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mais de 37 mil trabalhadores brasileiros já foram resgatados de condições degradantes e a eles foram pagos R$ 56 milhões em indenizações trabalhistas. O bom desempenho é reconhecido em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta terça-feira (14). No documento, produzido a partir de uma missão oficial realizada entre 17 e 28 de maio de 2010, nas cidades de São Paulo (SP), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Imperatriz (MA) e Açailândia (MA), a relatora especial da ONU Gulnara Shahinian "enaltece o Brasil por reconhecer que o trabalho escravo existe e pelos programas exemplares e políticas que o Governo vem desenvolvendo para combatê-lo". O relatório sugere que "as práticas brasileiras sirvam de exemplo para outros países fora da América Latina". O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, comentou as referências positivas da ONU ao trabalho desempenhado pelo MTE. "É o reconhecimento do bom trabalho desempenhado pelos Auditores Fiscais do Trabalho, do Grupo Móvel de Fiscalização, que lutam a cada dia pela erradicação do trabalho escravo em nosso país. Nosso papel é aperfeiçoar e fortalecer ainda mais o trabalho, para que tenhamos ainda mais êxito". A relatora destaca que há no Brasil muitas importantes iniciativas de combate à escravidão, em níveis federal, estaduais e locais. Contudo, diz que medidas devem ser reforçadas e aplicadas para garantir a segurança dos defensores dos direitos humanos para que eles possam realizar suas atividades, entre elas "reforçar a polícia, com mais pessoal e formação". Gulnara Shahinian reconhece o sucesso de sanções civis de combate ao trabalho escravo, como a divulgação da 'Lista Suja' do Ministério do Trabalho e Emprego, que impede, entre outras coisas, o acesso a crédito bancário por empregadores flagrados utilizando mão-de-obra escrava. Mas alerta para outras necessidades: "Enquanto sanções civis têm sido aplicadas com sucesso, as sanções penais ainda estão para ser executadas. Conflitos de jurisdição e atrasos no sistema judiciário muitas vezes causam limitações que levam os autores dos crimes a gozar de impunidade. Embora o trabalho escravo seja reconhecido pela legislação brasileira como um crime grave, infratores primários cumprem penas apenas de prisão domiciliar ou prestação de serviços comunitários." Missão - O objetivo principal da missão oficial da ONU foi estabelecer diálogo com o governo brasileiro para discutir boas práticas empreendidas para combater a escravidão e os desafios vivenciados em resposta ao trabalho degradante, na busca por soluções e fortalecimento das parcerias entre os interessados no assunto. A relatora especial concentrou suas visitas em questões do trabalho forçado em áreas rurais e da indústria do vestuário. Durante sua missão, a relatora participou de extensas consultas com altos representantes do governo, organizações da sociedade civil, instituições acadêmicas, sindicatos, a equipe brasileira da ONU e a comunidade de doadores. Ela também participou do 1º Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, organizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), com a participação de instituições que desempenham ações de combate ao trabalho forçado. Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE Internacional: Trabalho Estrangeiro... ? vc pode saber um pouco + "clique na imgem!"
Leia + ... Crescimento no Brasil não pode passar por cima de direitos, diz ONU 14/09/2010 - 9:35 Genebra - Conversei na manhã de hoje com a armênia Gulnara Shahinian, relatora especial da Organização das Nações Unidas para as Formas Contemporâneas de Escravidão, que passou duas semanas no Brasil a fim de produzir um relatório que foi apresentado na tarde desta terça (14) na reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Disse que verificou o reconhecimento do problema pelo governo brasileiro e o comprometimento de setores sociais, políticos e econômicos com sua erradicação. Segundo ela, “o país está fazendo e aprendendo com isso. Mas há muito que fazer ainda”. Para a relatora, o peso das questões econômicas deve ser considerado, mas o debate sobre desenvolvimento e crescimento precisa levar em conta os impactos causados por eles. Avalia que o Brasil pode se tornar a quinta maior economia do mundo, mas isso não pode ser feito à custa dos direitos das pessoas. Para Gulnara, há mais “inspiração” para o combate ao trabalho escravo no nível federal de governo do que no nível local. Segundo ela, o país é imenso e se faz necessário que os mesmos processos que levaram a conquistas no nível federal cheguem ao âmbito estadual com a introdução de políticas públicas. Por exemplo, deveria ser obrigatório que todos os estados tivessem planos para combater a escravidão e os executassem – hoje, Maranhão, Piauí, Tocantins, Pará, Mato Grosso e Bahia possuem planos, além do Plano Nacional, mas nem todos cumprem o que prometeram. Ela afirma, em suas conclusões, que “as ações exemplares correm o risco de serem ofuscadas se ações urgentes não forem tomadas para quebrar o ciclo de impunidade de que gozam proprietários de terra, empresas nacionais e internacionais, e intermediários (como os contratadores de mão-de-obra, conhecidos como “gatos”) que se beneficiam do trabalho escravo”. Um exemplo disso é uma atuação mais forte junto a aprovação de leis, fator necessário para institucionalizar esses processos. Para Gulnara, a mensagem mais clara que o governo brasileiro pode dar para mostrar que o crime será punido é aprovar a Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que permitiria o confisco das terras onde houvesse trabalho escravo. A delegação brasileira no Conselho de Direitos Humanos chamou o relatório de “objetivo e balanceado”, destacou casos de boas práticas citado no relatório, mas teceu algumas críticas ao texto. Disse, por exemplo, que não é tarefa do governo e sim do Congresso Nacional a aprovação de leis, PEC 438/2001. A aprovação sim. Mas o governo brasileiro tem sistematicamente falhado na articulação política para possibilitar a aprovação, no que pesem os esforços de ministérios da área social – com menos poder no governo. O Planalto, quando realmente quer, gasta tempo e recursos, atuando junto ao Congresso Nacional pelos seus interesses. De reformas previdenciárias ao pré-sal, leis passam com a ação do Executivo. Quando é para ajudar os trabalhadores, a situação é diferente? A delegação também afirmou que a questão da competência da Justiça Federal para o caso de trabalho escravo está resolvida. Mas apesar da decisão positiva do STF apontando isso (ver abaixo), o presidente da Suprema Corte, Cezar Peluzzo reabriu a discussão na análise de outro caso por discordar da decisão. Destaco algumas das conclusões e recomendações da relatora: - Pobreza é a principal causa da escravidão. Nesse sentido, mais atenção deve ser dada a erradicação da pobreza. Neste contexto, desenvolvimento local e reforma agrária devem ser priorizados. Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e reinserção de trabalhadores devem ser priorizados para essas populações em áreas urbanas e rurais; - Programas que garantam direitos básicos, como alimentação, saneamento, saúde e educação, devem ser implementados para fornecer uma reabilitação sustentável das vítimas e sua integração na vida econômica. O governo brasileiro também deve aumentar os programas em educação em direitos humanos voltados a trabalhadores libertos ou em áreas vulneráveis; - Aqueles que defendem os direitos humanos no Brasil têm sido ameaçados, feridos e mortos. Ela sugere o fortalecimento do corpo policial para garantir proteção a estas pessoas e combater a impunidade; - Reformas legislativas são necessárias para prevenir a reincidência, como o aumento da pena mínina de dois para cinco anos de cadeia a quem incorreu nesse crime. A incorporação de algumas conquistas como lei também foi sugerida, a exemplo da “lista suja” do trabalho escravo (que relaciona quem cometeu esse crime) e a própria existência do grupo móvel de fiscalização (que verifica denúncias e liberta pessoas); - Reforçar a competência da Justiça Federal para julgar o crime de trabalho escravo, previsto em decisão do Supremo Tribunal Federal de novembro de 2006. Para ela, o governo também deve atuar para trazer todas as graves violações aos direitos humanos para a esfera federal, seguindo as recomendações feitas pelo Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas; - O governo precisa investir recursos para dar apoio às vítimas de tráfico de seres humanos, como a criação de abrigos e apoio legal. Também deve dar apoio financeiro para as vítimas recuperarem e reconstruírem suas vidas ; - Ela ressalta que graças ao trabalho do governo, sociedade civil e setor empresarial, a escravidão não está presente em todos os setores econômicos no país. Ela encoraja empresas a aderirem ao Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que reúne companhias que aceitaram atuar contra esse crime em suas cadeias produtivas, - A relatora reconhece o importante papel desempenhado pela Organização Internacional do Trabalho nesse processo e sugere ao governo dividir o exemplo do sistema de combate ao trabalho escravo com outros países da America Latina. Fonte: Blog do Sakamoto
E + ainda ... Relatório destaca situação dos bolivianos em SP O Estado de S. Paulo - 14/09/2010 A ONU denuncia o uso de bolivianos como escravos no setor têxtil em São Paulo e diz que o governo não tem conseguido dar uma resposta ao fenômeno. Em seu relatório sobre o trabalho escravo no Brasil, a ONU dedica boa parte para descrever a situação dos bolivianos. Cerca de 100 mil deles estariam em São Paulo, metade de forma irregular. O documento ainda denuncia a Polícia Federal, dizendo que seriam responsáveis por cobrar propinas dos bolivianos para não os deportarem e ainda os visitariam em seus locais de trabalho para os ameaçar. A constatação da investigação é de que empresas em São Paulo contratam intermediários na Bolívia para convencer os imigrantes a viajar ao Brasil. No País, as dívidas que acumulam os impedem de parar de trabalhar. Seus passaportes são confiscados e eles vivem sob ameaça constante. Muitos trabalham até 18 horas por dia. Por serem imigrantes ilegais, eles temem denunciar a situação à polícia e acabar deportados. Empresas do setor prefeririam os estrangeiros para poder controlar melhor a mão de obra. Trancados em porões, muitos trabalham e dormem no local. Segundo a ONU, a grande maioria não sabe de seus direitos e, mesmo com a política do governo de regularizar a situação dos bolivianos, nem sequer conhece essa possibilidade. Fonte: Clipping MP |