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1. Ministro Lupi Faz Balanço Das Atividades Do MTE Em 2009 ... 2. Brasil Registra Avanços Nos Indicadores De Trabalho Decente Mas Desafios Ainda Persistem PDF Imprimir E-mail
31.12.2009

1. Entre as conquistas, recuperação econômica e geração de empregos. FISCALIZAÇÃO / AFTs - Segurança e Saúde do Trabalhador: janeiro a novembro, 144.624 ações fiscais, 4.815 situações de risco grave e iminente à vida de trabalhadores. Trabalho Irregular540.719 trabalhadores registrados sob ação fiscal em 260.375 estabelecimentosFGTS: verificada a arrecadação em 207 mil empresas de janeiro a novembro, com um montante de mais de R$ 1 bilhão, entre valores notificados e recolhidos sob ação fiscal, valor 21% superior ao resultado do mesmo período de 2008... 2. Como a diferença salarial entre homens e mulheres, 

 

1. Ministro Lupi faz balanço das atividades do MTE em 2009 

Entre as conquistas, recuperação econômica e geração de empregos

Brasília, 30/12/2009 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, divulgou na tarde desta quarta-feira (30) um balanço das principais ações do órgão durante o ano de 2009. Ele lembrou a recuperação econômica brasileira por meio da geração de empregos e a injeção de recursos na economia graças ao pagamento de benefícios como Abono Salarial e Seguro-Desemprego. Para 2010, o ministro confirmou a implantação, a partir de março, do sistema Homolognet, onde o trabalhador poderá requisitar o Seguro Desemprego via internet reduzindo o tempo de pagamento de 40 para 15 dias. "Este foi um ano bastante positivo. E para 2010 vamos continuar crescendo com a previsão de geração de 2 milhões de empregos, puxados, na maioria, pela Indústria e com taxa de crescimento em torno de 7%", disse o ministro. A apresentação ocorreu em almoço com jornalistas.

Seguro desemprego

Concessão do seguro-desemprego a 7,059 milhões de trabalhadores até novembro de 2009 (dados preliminares), com dispêndio de R$ 17,41 bilhões, sendo: 6,6 milhões de trabalhadores formais; 333,6 mil pescadores artesanais; 2.708 trabalhadores resgatados da condição análoga à escravidão; 11.773 empregados domésticos; e 19.923 trabalhadores com contrato suspenso que receberam bolsa qualificação. Ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego para trabalhadores de localidades e subsetores mais atingidos pela crise, tendo sido emitidas 282.444 parcelas, beneficiando 149.150 trabalhadores, num valor pago total de R$ 182,23 milhões. Em 2008 foram concedidos 6,822 milhões benefícios com dispêndio de R$ 13,86 bilhões.

Sistema Mediador

Foi estabelecida a obrigatoriedade de utilização do Sistema Mediador (registro de acordos e convenções coletivas) para registro de convenções e acordos coletivos de trabalho. Até o dia 24 de dezembro deste ano foram registradas 7.204 convenções coletivas de trabalho, 39.739 acordos coletivos de trabalho e 2.818 termos aditivos, totalizando 49.759 instrumentos coletivos registrados.

Mediação

Foram realizadas em todo o Brasil 14.093 reuniões de mediação (reunião entre patrões e trabalhadores para se chegar a acordos coletivos), com alcance de 10.051.817 trabalhadores das categorias envolvidas.

Sistema SIRETT

Em 1º de dezembro de 2009 foi implantado o Sistema de Registro de Empresa de Trabalho Temporário (SIRETT), em que o pedido de registro e seu processamento passou a ser feito por meio de internet.

Sistema Homolognet

Em fase final de implantação, o sistema controlará todas as fases da rescisão de contrato de trabalho, desde a elaboração do Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho pelo empregador até a homologação da rescisão de contrato pelo MTE. As versões posteriores permitirão que todas as rescisões sejam feitas pelo Homolognet. Ele deverá entrar em vigor a partir de março de 2010. A ideia é reduzir o tempo de espera para recebimento do benefício de 45 dias para 15 dias.

Registro de Entidades Sindicais

Durante o ano de 2009 foram registrados no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais a totalidade de 256 sindicatos, 14 federações, 1 confederação, 122 alterações estatutárias de sindicatos e cinco alterações estatutárias de federações.

Segurança e Saúde do trabalhador

Entre janeiro e novembro, a inspeção trabalhista executou 144.624 ações fiscais relacionadas à segurança e saúde no trabalho. Os auditores fiscais identificaram 4.815 situações de risco grave e iminente à vida de trabalhadores.

Análises de acidentes de trabalho

Os auditores elaboraram, ainda, 1.620 análises de acidentes de trabalho graves e fatais com o objetivo de detectar os fatores causais e identificar as medidas corretivas adequadas para que sejam prevenidos futuros sinistros.

Trabalho irregular

Em outra frente, o MTE registrou 540.719 trabalhadores em situação irregular em 260.375 estabelecimentos. Trata-se do contingente de trabalhadores encontrados pela fiscalização atuando sem carteira assinada e que tiveram seus vínculos formalizados.

FGTS Fiscalização

Houve, ainda, a fiscalização do recolhimento por parte das empresas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A inspeção verificou a arrecadação ao FGTS em 207 mil empresas de janeiro a novembro. As ações resultaram em um montante de mais de R$ 1 bilhão, entre valores notificados e recolhidos sob ação fiscal, valor 21% superior ao resultado do mesmo período de 2008. O número de notificações de débito emitidas foi de 12.719.
 
Lei do Aprendiz

Também foi fiscalizado o cumprimento da Lei do Aprendiz. Até novembro, 64.019 aprendizes haviam sido inseridos pela ação da fiscalização, número que supera em 26% o resultado obtido no mesmo período do ano anterior (50.872).

Pessoas com deficiência

Em relação às pessoas com deficiência, até novembro a fiscalização trabalhista inseriu no mercado 22.870 delas. Desde 2005 o MTE ultrapassou a barreira de 100 mil trabalhadores com deficiência inseridos no mercado por meio de fiscalização.

Trabalho Infantil

O número de crianças e adolescentes afastadas do trabalho em decorrência de ações fiscais alcançou 4.660 entre janeiro e novembro. Todas foram encaminhadas à rede de proteção social. O número de ações fiscais relacionadas ao trabalho infantil foi de 1.085 no período. Em 2008, foram afastadas do trabalho forçado 5.139 crianças em 1.109 ações fiscais.

Trabalho Escravo

Até o dia 15 de dezembro, a auditoria trabalhista realizou 133 operações específicas de combate ao trabalho escravo, atingindo 303 estabelecimentos e resultando no resgate de 3.419 trabalhadores da condição análoga a de escravo. Do total de libertados, cerca de 62% foram beneficiários do seguro desemprego na modalidade especial criada para o segmento. As indenizações pagas aos trabalhadores foram da ordem de R$ 5.423.284,43. Entre janeiro e novembro, a auditoria registrou 91.614 trabalhadores rurais. Em 2008 foram realizadas 158 operações, com 5.016 trabalhadores resgatados. As indenizações chegaram a R$ 9.011.762,84.

Planteq

Dos 61 convênios firmados em 2008 e executados na maior parte em 2009, foram qualificados 46 mil trabalhadores em todo o Brasil.

Planseq

Dos 86 convênios firmados em dezembro de 2008 e executado em 2009, foram qualificados 31 mil trabalhadores. Foram firmados novos 115 convênios para a qualificação de 105,6 mil trabalhadores. No período de maio a novembro foram realizadas supervisões em cerca de 80 entidades convenentes dos Plans.
                                                    
Projovem

Foram assinados termos de adesão ao Programa Nacional de Juventude em 87 municípios, 14 estados e o DF para qualificação de 188.760 jovens ao longo do ano.

Caged e Rais

Saldo positivo de 1,41 milhão de empregos de janeiro a novembro, conforme registro do Caged.
Divulgação da Rais 2008 em tempo recorde (em agosto), a partir da declaração de 7,14 milhões de estabelecimentos (crescimento de 3,7% em relação a 2007).

Proger

Reativação da linha de crédito FAT Giro Setorial Turismo, destinada a financiar capital de giro às empresas dos setor de turismo.
Criação da linha de crédito especial FAT Moto-Frete para financiar aquisição de motoneta ou motocicleta a serem utilizadas como instrumento de trabalho, transporte de mercadorias e documentos.
Instituição de linha de crédito especial FAT Taxista, para aquisição de veículos objetivando a renovação da frota utilizada na prestação de serviços de táxi.
Desoneração do spread bancário nas operações com recursos do FAT garantidas pelo Funproger, assim reduzindo os encargos financeiros e estimulando o investimento em atividades produtivas.

Abono Salarial

Encerramento do calendário 2008/2009 em 30 de junho, com pagamento de 14,890 milhões de abonos, correspondendo a R$ 6,053 bilhões e a taxa de cobertura de 95,71%. No calendário de 2009/2010 já foram pagos 16,170 milhões de abonos, correspondendo a R$ 7,519 bilhões, com taxa de cobertura de 98%.

Sine

Entre janeiro e novembro, inscrição de 5,61 milhões de trabalhadores no Sine, captação de 2,46 milhões de vagas e recolocação  no mercado de trabalho de 948 mil trabalhadores (dados preliminares, posição 16/12).


Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)

Até novembro, foram emitidas 1,925 milhões de CTPS informatizadas e 2,608 milhões do modelo antigo.
Implantação do projeto piloto do Cartão de Identidade do Trabalhador (CIT) no Distrito Federal, a partir de junho, tendo sido emitidos até outubro 5.050 cartões, entregues na residência dos solicitantes.


Coordenação Geral de Registro Sindical

Ao longo do ano foram analisados 405 publicações de pedidos de registros, 271 concessões de registros, 174 pedidos de alterações estatutárias, 127 alterações estatutárias e 687 arquivamentos.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 - Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 

2. Brasil Registra Avanços Nos Indicadores De Trabalho Decente Mas Desafios Ainda Persistem

Ainda persistem desafios como a diferença salarial entre homens e mulheres, entre trabalhadores brancos e negros, elevado número de jovens que não trabalham nem estudam e a existência de trabalho forçado

BRASÍLIA (Notícias da OIT) - O Brasil registrou avanços significativos em diversas áreas da agenda do trabalho decente entre 1992 e 2007. Foi mantida a trajetória de crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho, que evoluiu de 56,7% para 64,0%, correspondente a uma expansão de sete pontos percentuais em 15 anos. O nível de ocupação1 voltou a crescer durante a década de 2000 (de 66,3% para
68,6% entre 2003 e 2008), após o declínio experimentado durante os anos 1990.

Estes são alguns dos principais resultados do estudo realizado pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que analisa dez indicadores para traçar um perfil do Trabalho Decente no Brasil e que foi apresentado hoje (16 de dezembro) durante um evento no auditório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em Brasília.

A retomada de um ritmo mais elevado e consistente de crescimento econômico, aliada a uma maior elasticidade produto-emprego, após 2003, repercutiu direta e positivamente no mercado de trabalho e a taxa de desemprego declinou sistematicamente, passando de 9,9% em 2003 para 8,3% em 2007. Nesse mesmo período, acelerou-se o ritmo de expansão do emprego formal e, por conseguinte, a informalidade diminuiu. A taxa de formalidade2 aumentou de 43,9% para 49,5% entre 1999 e 2007.

Impulsionados pelo controle da inflação (a partir de 1994, com a implantação do Plano Real) e pelo aumento real do salário mínimo, sobretudo a partir de 2003, os níveis de rendimentos dos trabalhadores expandiram-se e contribuíram para a redução da pobreza e da desigualdade e melhoria geral das condições de vida da população. Entre 2003 e 2007, o rendimento médio mensal real do trabalho principal cresceu de R$ 811,00 para R$ 931,00, representando uma expansão de cerca de 15% em quatro anos.

O trabalho infantil experimentou um significativo declínio. O número de crianças e adolescentes ocupados, entre 5 e 17 anos de idade, reduziu-se de 8,42 milhões (19,6% do total) para 4,85 milhões (10,8%) entre 1992 e 2007, significando uma diminuição de cerca de 3,57 milhões em números absolutos – o correspondente ao conjunto de toda a população do Uruguai. Ainda no âmbito do trabalho a ser abolido, cresceu
exponencialmente o número de trabalhadores libertados de situações de trabalho forçado e/ou em condições análogas à escravidão. Entre 1995 e 2008 cerca de 33 mil pessoas foram libertadas de situações de trabalho forçado, sendo que um terço deste contingente (11 mil pessoas) foi libertado durante anos de 2006 e 2007 - 5 mil e 6 mil pessoas, respectivamente.

O aumento da formalidade fez crescer a proporção de pessoas ocupadas que contribuem para a previdência social – de 46,7% a 52,6% entre 1992 e 2007. Ampliou-se também a proporção de idosos (com 65 anos ou mais de idade) que fazem jus a uma aposentadoria ou pensão (de 80,7% para 85,4% entre 1992 e 2007).

Entre 1992 e 2007 reduz-se o percentual de trabalhadores (de 25,7% para 20,3%) com jornada de trabalho superior a 48 horas semanais. Tratando-se da estabilidade no mercado de trabalho, observa-se um aumento na proporção (de 45,0% para 47,4%) daqueles trabalhadores com permanência no trabalho igual ou superior a cinco anos.

Após experimentar declínio durante os anos 1990, a taxa de sindicalização voltou a crescer durante a década de 2000 – passando de 16,8% em 1999 para 18,1% em 2007. A partir de 2003, aumenta de forma significativa a proporção de acordos coletivos que asseguram reposições e aumentos reais de salários.

Apesar de haver diminuído durante o período em análise, ainda perduram expressivas desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho, que contribuem decisivamente para a persistência de significativos déficits de trabalho decente entre mulheres e negros. Em 2007, enquanto que a taxa de desemprego masculina era de 6,1% a feminina estava situada em 11,0%. Entre os trabalhadores brancos a taxa era de 7,3% ao passo em que entre os negros era de 9,3%.

Por sua vez, o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho não vem sendo acompanhada de uma redefinição das relações de gênero no âmbito das responsabilidades domésticas, o que submete as trabalhadoras a uma dupla jornada de trabalho. Ao conjugarem-se as informações relativas às horas de trabalho dedicadas às tarefas domésticas com àquelas referentes à jornada exercida no trabalho remunerado, constata-se que, apesar da jornada semanal média das mulheres no mercado de trabalho
ser inferior a dos homens (34,8 contra 42,7 horas), ao computar-se o trabalho realizado no âmbito doméstico (os afazeres domésticos), a jornada média semanal total feminina alcança 57,1 horas e ultrapassa em quase cinco horas a masculina (52,3 horas).

Mesmo diante dos avanços obtidos, o desafio de erradicar o trabalho infantil é grande. O número de crianças trabalhando ainda é elevado, assim como as taxas de desemprego juvenil (mais do que o dobro em comparação à dos adultos). A taxa de desemprego entre os jovens elevou-se de 11,9% para 17,0% entre 1992 e 2007, após ter alcançado um pico de 19,4% em 2005. Também é inquietante a proporção de jovens que não estudam e nem trabalham (18,8% do total em 2007). Isso significa que praticamente 1 de cada 5 jovens brasileiros de 15 a 24 anos de idade encontrava-se nessa situação. Apesar do percentual ter diminuído levemente em comparação com o ano de 1992 (quando estava situado em 21,1%) e não ter aumentado desde 2001 (19,4%), ainda é muito elevado.

Vale ressaltar que o conjunto destas análises considerou a situação do mercado de trabalho até o ano de 2007, em função da disponibilidade dos dados da última PNAD divulgada à época da conclusão do relatório. Frente a essa situação, a maior parte das análises não abarca o comportamento do mercado de trabalho diante do contexto da crise internacional, desencadeada a partir do último trimestre de 2008. Entretanto, de
forma bastante concisa, pode se mencionar que os impactos mais perceptíveis da crise foram o aumento do desemprego e o arrefecimento da geração de empregos formais nos meses imediatamente subseqüentes à crise. Por outro lado, a partir do segundo trimestre de 2009 os indicadores voltaram a melhorar em comparação com o período imediatamente pós-crise, e gradativamente vão se aproximando dos níveis
experimentados anteriormente à mesma.


OS INDICADORES

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) vem desenvolvendo, desde 1999, o conceito de trabalho decente como síntese do seu mandato histórico de promoção dos direitos no trabalho, de mais e melhores oportunidades de emprego produtivo para homens e mulheres, extensão da proteção social e fortalecimento do diálogo social. Os Estados-membros da OIT (governos, organizações de empregadores e de trabalhadores) reconhecem a importância de monitorar o progresso do trabalho decente.

Em setembro de 2008 uma Reunião Tripartite de Especialistas em Medição do Trabalho Decente forneceu as principais diretrizes para elaboração de um conjunto de indicadores básicos de trabalho decente. Os indicadores cobrem dez áreas temáticas, variando desde oportunidades de emprego, jornada de trabalho e conciliação entre o trabalho, vida pessoal e familiar, até diálogo social e representação de trabalhadores e empregadores. Também é objeto de análise o contexto econômico e social que condiciona o trabalho
decente. Além de dados estatísticos, os indicadores definidos incluem informação qualitativa sobre direitos do trabalho e o marco legal e institucional para o trabalho decente.

Em Novembro de 2008 o Conselho de Administração da OIT decidiu aplicar essa metodologia sob a forma da realização de diagnósticos-piloto em um número limitado de países. O Governo brasileiro manifestou interesse em colaborar com a iniciativa e sugeriu que o país integrasse essa experiência piloto, juntamente com a Áustria, Malásia, Tanzânia e Ucrânia. O governo brasileiro já vinha compilando uma lista de indicadores para avaliar seu progresso no alcance das metas da Agenda Nacional do Trabalho Decente no Brasil, lançada em maio de 2006. Sua inclusão como país piloto representou uma oportunidade para avaliar os avanços obtidos durante a última década.

Nos dias de 11 e 12 de agosto de 2009, o Escritório da OIT no Brasil organizou uma Oficina Tripartite sobre Indicadores de Trabalho Decente com o intuito de avaliar um conjunto de indicadores propostos para o Brasil. Além daqueles principais, já homologados no âmbito da OIT pela Reunião Tripartite de Especialistas em Medição do Trabalho Decente, foi considerada a possibilidade de incluir outros, levando-se em conta a disponibilidade de informações e certas características da realidade brasileira. A Oficina contou com a participação de representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, organizações de empregadores e trabalhadores, IBGE, IPEA e academia, além de governos estaduais e municipais que vem desenvolvendo experiências locais de construção de agendas de trabalho decente (Bahia, Mato Grosso e Belo Horizonte)

Após a realização da Oficina, o Escritório da OIT no Brasil preparou um relatório que avalia o progresso em matéria de trabalho decente no Brasil entre 1992 e 2007. A principal fonte de informação utilizada foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também foram utilizados dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE e informações complementares, na forma de registros administrativos, dos ministérios do Trabalho e Emprego, Previdência Social e Saúde, além de estatísticas disponibilizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Veja a íntegra do estudo (em PDF)

16.12.2009

Fonte: OIT

 
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