| Livro ensina a evitar gafes com deficientes |
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| 24.07.2009 |
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Deixar portas entreabertas e objetos no chão. Brincar com o cão-guia quando ele está a trabalho ou puxar o deficiente visual pelo braço sem mesmo saber se ele quer atravessar a rua.
Porta entreaberta e objeto no chão são perigo para deficiente visual. Deixar portas entreabertas e objetos no chão. Brincar com o cão-guia quando ele está a trabalho ou puxar o deficiente visual pelo braço sem mesmo saber se ele quer atravessar a rua. Rir de uma piada sem explicá-la a quem é deficiente auditivo e está na sua rodinha de amigos. A lista de gafes está nas páginas de um livro recém-lançado, que serve como uma espécie de guia sobre como entender e atender melhor um deficiente. A obra mostra como tratar corretamente deficientes. E dá espaço também para que deem seus depoimentos. Conta histórias surreais, como a de uma jovem tetraplégica que esperava o namorado em uma calçada de São Paulo. Enquanto ele estacionava o carro, uma mulher passou e jogou moedas no colo da moça, que nem teve tempo de reagir. Achou que ela era uma pedinte. Lançada pela Editora Melhoramentos, a publicação fala das dificuldades, das boas ou ruins experiências do cotidiano de um deficiente. Fala de como é ruim andar de cadeiras de rodas em ruas sem rampa ou cumprir a simples tarefa de sair para comprar roupas. A consultoria é da vereadora paulistana Mara Gabrilli (PSDB), que é tetraplégica. Claudia Matarazzo entende de festas, recepções com autoridades e etiqueta de maneira geral. É a responsável pelo cerimonial do governador de São Paulo, José Serra. No livro, dá dicas de como não falhar ao receber em casa uma pessoa com deficiência. Se o convidado se locomove em cadeira de rodas, o ideal é remover tapetes, afastar móveis, retirar do chão pequenos obstáculos, como esculturas, vasos ou brinquedos. Posição relojinho Outra situação: no jantar com os amigos, um deles é deficiente visual. Segundo Claudia, a cortesia começa no portão, onde o anfitrião deve estar para receber o convidado. Se houver uma escada no caminho, é cortês informar o número exato de degraus para evitar acidentes. “Etiqueta é bom senso. Você aplica isso à deficiência das pessoas. O que não pode é criar uma barreira de atitude, criar um muro”, afirma Claudia. Portas entreabertas Pecado mortal é receber um deficiente visual e esquecer as portas da casa entreabertas. Como não conhece o ambiente, a testa dele é a primeira que sente o impacto. “Você vai andando e encontra uma quina pela proa. A pessoa (que deixou a porta aberta) fica desconcertada. Pede mil desculpas”, conta o consultor em informática Sérgio Ramos de Faria, de 44 anos, cego desde os dois anos. Atravessando a rua A primeira gafe cometida pela atual mulher de Faria – eles se conheceram pela internet há cinco anos – foi logo no primeiro encontro, no aeroporto do Recife, onde a moça vive. “Na primeira coluna, ela me largou”, diz, rindo, o consultor, que deu uma trombada com o peito no pilar. Segundo ele, a “chave” da relação entre as pessoas é perguntar. Fonte: G1 |