| Chacina de Unaí é tema de reportagem do Jornal da Record |
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| 01.03.2010 |
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"É muito importante que muitas instituições, categorias, entidades, lembrem a data, e façam o vínculo da importância da punição dos culpados pela chacina, porque ontem o alvo foram os AFTs, amanhã poderá ser qualquer outro agente público”,
A Chacina de Unaí, ocorrida em janeiro de 2004, em Minas Gerais, é um dos temas de uma série de reportagens sobre crimes não solucionados que serão exibidas, ao longo desta semana, pelo Jornal da Record.A série começa hoje, 1º, abordando um crime ocorrido no Rio de Janeiro. A reportagem sobre o Assassinato de Unaí está prevista para ir ao ar na quarta-feira (3) ou quinta-feira (4).O SINAIT, por meio de sua Assessoria de Imprensa, colaborou com a produção da TV Record com informações sobre o crime e fornecendo os contatos de entrevistados.O Jornal da Record começa às 20h10.Chacina de Unaí - Há seis anos a notícia do assassinato dos três Auditores Fiscais do Trabalho e de um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE correu o mundo e, chocou a população pela violência, audácia e afronta ao Estado.Seis meses depois, o crime foi desvendado. A Polícia identificou mandantes, contratantes e executores, no total de nove pessoas. Houve prisão dos acusados, e no final de 2004, a Justiça Federal decidiu que todos deveriam ir a Júri Popular. Nesse ínterim, um dos acusados de mandante do crime, foi eleito prefeito de Unaí, e adquiriu o direito de ser julgado em foro especial. Posteriormente, entendeu a Justiça que seu processo deveria ser desmembrado dos demais réus.Uma infinidade de recursos foi apresentada pelos réus a instâncias superiores. Hoje restam dois recursos no Superior Tribunal de Justiça - STJ, que impedem a volta do processo a Minas Gerais, para que seja marcado o julgamento.Ao longo desses seis anos, o SINAIT e dezenas de outras entidades protestam pela morosidade da Justiça e pela impunidade que isso significa.Embora os AFTs Eratóstenes, João Batista e Nelson e o motorista Ailton não estivessem em Unaí para fiscalizar denúncias de trabalho escravo, as entidades que militam pela erradicação desta prática adotaram a data como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, instituído por lei, em homenagem aos colegas. Igualmente, o SINAIT propôs e conseguiu fazer aprovar o dia 28 de janeiro como o Dia do Auditor Fiscal do Trabalho.“É uma data que se tornou símbolo de luta pela erradicação do trabalho escravo, cujo combate é feito diretamente pelos Auditores Fiscais do Trabalho, que foram o alvo da Chacina de Unaí. E quantas homenagens fizermos aos colegas será pouco, pois o crime foi hediondo, covarde. E tem que haver punição. É muito importante que muitas instituições, categorias, entidades, lembrem a data, e façam o vínculo da importância da punição dos culpados pela chacina, porque ontem o alvo foram os AFTs, amanhã poderá ser qualquer outro agente público”, diz a presidente do SINAIT, Rosângela Rassy.
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