| Ato “planta” cruzes no gramado do Congresso |
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| 27.05.2010 |
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Os manifestantes – membros da Via Campesina, MST, organizações sociais, juízes, procuradores e parlamentares – pediram a aprovação da proposta de emenda constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras em que esse crime for encontrado.
27/05/2010 - 16:44 Clique nas imagens para saber mais Brasília - Mais de 160 cruzes com nomes de empregadores flagrados com trabalho escravo pelo governo federal e presentes na “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego foram fincadas no gramado em frente ao Congresso Nacional na tarde desta quinta (27). Os manifestantes – membros da Via Campesina, MST, organizações sociais, juízes, procuradores e parlamentares – pediram a aprovação da proposta de emenda constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras em que esse crime for encontrado. Entre os discursos feitos no evento, frei Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra, lembrou que trabalho escravo, grilagem de terras e crimes ambientais andam juntos. João Pedro Stedile, pela Via Campesina, disse que se a Câmara dos Deputados não aprovar a PEC 438/2001, as fazendas que estão na ” lista suja” serão ocupadas. Ontem, o presidente da Câmata Michel Temer recebeu um abaixo-assinado com mais de 280 mil assinaturas pedindo a aprovação da proposta, que já passou pelo Senado e aguarda segunda votação na Câmara Fonte: Blog do Sakamoto Notícia(s) Relacionada(s): Manifestantes protestam contra trabalho escravo pregando cruzes na Esplanada dos Ministérios 21:58 Da Agência Brasil Brasília – Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina pregaram hoje (27), no gramado central da Esplanada dos Ministérios, 159 crucifixos para simbolizar o sofrimento e, em alguns casos, a morte em decorrência da exploração de trabalhadores em atividades semelhantes à escravidão. A manifestação encerrou o 1º Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Os manifestantes escreveram nas cruzes os nomes de fazendeiros e empresários, que, segundo eles, utilizam-se do trabalho escravo em suas propriedades. O encontro reuniu especialistas para discutir as alternativas de combate ao trabalho escravo no Brasil. O evento foi promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O coordenador nacional do MST, José Batista de Oliveira, disse que os manifestantes foram hoje ao Congresso Nacional para identificar os parlamentares que são omissos em relação ao trabalho escravo. “Passamos de gabinete em gabinete com um cartaz que dizia: 'Quem não é a favor de acabar com o trabalho escravo se identifique'.” Ontem (26), o senador José Nery (PSOL-PA) entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, um abaixo-assinado com 284 mil assinaturas pedindo a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 438, que prevê a expropriação da terra onde for encontrado o uso de trabalho escravo e a destinação da propriedade para a reforma agrária. Edição: Lana Cristina Leia também: Ministério lança cartilha sobre trabalho análogo à escravidão Lupi elogia ação dos auditores fiscais no combate ao trabalho escravo Questão da erradicação do trabalho escravo não é unanimidade no país, afirma Vannuchi Erradicação do trabalho escravo é tema de encontro nacional Especialista defende engajamento de empresas e consumidores na luta contra o trabalho escravo Bancos públicos vetam crédito a empresas incluídas na lista suja do trabalho escravo Brasil ocupa posição privilegiada em relação ao combate ao trabalho escravo, diz ONG Presidente da Câmara recebe abaixo assinado pedindo agilidade na votação da PEC do Trabalho Escravo Congresso recebe apoio à PEC que confisca terra com trabalho escravo Temer recebe abaixo-assinado por confisco de terras de escravagistas - 26.05.2010 |