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Eu ou Mim? Tu ou Ti? PDF Imprimir E-mail
22.01.2009
Só se usam os pronomes eu e tu quando funcionarem como sujeito de um verbo. Perceba, então, que o segredo é este: analisar sintaticamente a oração; caso o pronome funcione como sujeito, use “eu” ou “tu”; senão, use “mim” ou “ti”.

Por exemplo:

Era para eu sair mais cedo hoje”, pois o sujeito de “sair” é o pronome “eu”;

Ela trouxe o livro para mim”, pois o pronome não funciona como sujeito.

 

Agora preste atenção a esta frase:

Foi difícil para mim conseguir o emprego.”

Parece estar errada, não é mesmo? mas está certa, pois o pronome não funciona como sujeito, como à primeira vista possa parecer.

Na verdade, “conseguir o emprego” é uma oração que funciona como sujeito do verbo “ser”. Observe a inversão:

Conseguir o emprego foi difícil para mim.”

Percebeu como o pronome não funciona como sujeito? Isso ocorre quando surgir “custar, faltar, restar, bastar ou verbo de ligação com predicativo do sujeito”:

Custou para mim aceitar a situação.

Falta para mim conversar com três candidatos.

Resta para mim explicar duas teorias.

Basta para mim ter você ao meu lado.

É necessário para mim aguardar ordens superiores.

http://falabonito.wordpress.com/2007/03/21/eu-ou-mim-tu-ou-ti/

Para eu ou para mim?


Sempre que o pronome referente à primeira pessoa (eu) estiver como sujeito de um verbo, usa-se o pronome reto: eu (nunca o oblíquo, mim). Veja:

Este livro é para mim?
Este livro é para eu ler?

No primeiro exemplo, empregamos o pronome pessoal oblíquo: mim. No segundo, usamos o pronome pessoal reto eu, porque ele é o sujeito do verbo ler (para que eu leia).

 

http://www.cursoderedacao.com/p_c/sub_pag.php?filter=P&cat=7&art_codigo=344

EU ou MIM, TU ou TI?

_ Era para mim estudar?

_ Não! Mim não estuda. Quem estuda sou eu.

_ Então, era para eu estudar? Sim, assim está certo!

Grande confusão, não é mesmo?

A gramática exige que só se usem os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas) quando funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (nome do verbo, flexionado ou não) .

“Era para eu sair mais cedo hoje”

Obs. O sujeito de sair é o pronome eu.

Atenção! Quando regidos por preposição os pronomes ele, ela, nós, vós, eles, elas, são, também, pronomes oblíquos, e por esta razão é possível dizer-se:

“Envie esta carta para ele.”, “Chegaram coisas para nós.”

Os pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas), que só se usam com preposição, funcionam como complemento e não como sujeito do verbo.

“Foi fácil, para mim, conseguir o emprego”

Obs. Conseguir o emprego é o sujeito do verbo ser (Foi) e o pronome mim é simplesmente complemento. Observe a inversão:

“Conseguir o emprego foi fácil para mim.”

Para mim, foi fácil consequir o emprego”

Então o segredo está em analisar sintaticamente a oração. Caso o pronome funcione como sujeito, usa-se EU ou TU e, em caso contrário, regidos por preposição, usa-se MIM ou TI no papel de complemento.

Entre mim e ti tudo acabou.”

“Não há mais nada entre mim e ela.”

“Tudo está acabado para mim.

“Deixaram tudo para mim.”

“Estas frutas são para ti.”

Difícil, não é?

Para facilitar as coisas pode-se generalizar e dizer que, todas as vezes em que nas frases ocorrerem verbos no infinitivo (a primeira pessoa do singular é igual ao nome do verbo), usa-se EU ou TU antes desse verbo (geralmente os verbos que denotem uma ação, como Fazer, Conferir, Ler, Contar, Gastar…e até Dormir).

Exemplos:

“Este livro é para eu ler!”

“Manda-me o dinheiro para eu conferir!

“Comprei o jornal para tu leres!

“Cante para eu dormir!

Observe que é impossível fazer-se a inversão das frases:

“Para eu ler este livro é.”

“Para eu dormir cante.”

“Para eu conferir o dinheiro manda-me.”

Excetuam-se deste caso os verbos de ligação (Ser, Estar, Parecer, Ficar, Permanecer, Continuar), e os demais verbos, como Aceitar, Entender, Custar, Bastar, Restar… Faltar, antes dos quais, quando ocorrem na frase, usa-se MIM ou TI.

Exemplos:

“Foi difícil, para mim, aceitar a situação.”

“Basta, para mim, estar ao teu lado”

“Custou, para mim, entender a matéria”

“É difícil, para ti, fazer amizade”

Neste caso não há dificuldade em fazer a inversão:

“Aceitar a situação foi difícil para mim”

“Estar ao teu lado basta para mim”

Fontes: Novo Dicionário Aurélio; Gramática da Língua Portuguesa – Pasquale e Ulisses; Gramática da Língua Portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla.

http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=emprego+dos+pronomes+caso+reto+e+obliquo&btnG=Pesquisar&meta=

"Era para mim estudar?"

 

Era para mim estudar?

Não. Mim não estuda. Quem estuda sou eu.

Que ocorre nessa frase, gramaticalmente?

Ocorre que, como há um verbo (estudar) exigindo sujeito (alguém vai estudar), deveremos colocar um pronome que funcione como sujeito, um pronome pessoal do caso reto - eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Os pronomes oblíquos tônicos - mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas (pronomes que só se usam com preposição) - funcionam como complementos.

Então, se não houver verbo à frente, deve-se usar mim ou ti. E se houver verbo exigindo sujeito, eu ou tu.

Portanto a frase apresentada deve ser corrigida:

Era para eu estudar?

Outros exemplos:

·  Entre mim e ti tudo se acabou.

·  Entre eu sair com você e com ela, prefiro você.

·  Este livro é para eu ler.

Mas você deve estar pensando: como vou saber se é sujeito ou não? Então faça o seguinte:

Use eu ou tu sempre, antes de um verbo no infinitivo (verbo terminado em ar, er ou ir).

SEMPRE.

Menos quando surgir o seguinte: Verbo de Ligação (ser, estar, parecer, ficar, permanecer, continuar), junto de Predicativo do Sujeito, ou os verbos Custar, Bastar, Restar e Faltar.

Exemplos:

·  Foi difícil para mim aceitar a situação.

·  Custou para mim entender a matéria.

·  Basta para mim estar a seu lado.

 

«Para mim» e «para eu...», novamente

[Pergunta] Sei que este assunto já foi tratado, mas para mim (e creio que para muitos) ainda não ficou claro: quando usar «para mim» ou «para eu». Será tão complexo assim?
Não teria uma regra mais simples de testar quando está errado?
Por exemplo, se eu usar «para eu« sempre que vier antes de um verbo no infinitivo – «Para eu poder enxergar melhor.» – e «para mim» sempre no final da frase – exemplo: «comprou o livro para mim».
Pediria a vocês uma regra simples, se possível.

 

 [Resposta] A explicação que dá pode, num determinado nível de análise, ser satisfatória. Todavia, não explica as diversas ocorrências do pronome oblíquo, ou seja do pronome que vem antecedido de uma preposição que, realmente, se ligue a ele e que seja naquele contexto, uma preposição. Ilustro com os seus exemplos, que numero, a que acrescento um outro:

(1) Aproxima a imagem para eu poder enxergar melhor.
(2) Comprou um livro para mim.
(3) Para mim ir ele ou (ires) tu é a mesma coisa.

Note que o primeiro exemplo que apresenta não está completo, pois falta-lhe a subordinante, que acrescentei em (1). Pela análise da frase completa é fácil concluir que para não é, naquele contexto, uma preposição, mas sim uma conjunção final que introduz uma frase, ou oração subordinada final. Não é, pois, muito rigoroso assumir que aquele «para eu» é uma sequ[ü]ência preposição + pronome.
Por outro lado, como pode verificar-se em (3), o fa(c)to de o pronome e respectiva preposição, virem «antes de um verbo no infinitivo» não é condição para se não cumprir a regra geral.
Podemos, pois, concluir que o pronome oblíquo mim se utiliza sempre que venha antecedido de uma preposição, seja qual for a sua posição na frase.

 

http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=18133

 

O "eu" e o "mim"

[Pergunta] Quais são as regras corretas para o emprego do eu e do mim? Ex.: para eu fazer ou para mim fazer? Outros casos de utilização, etc.

 

 [Resposta] As formas dos pronomes pessoais variam conforme a função que têm na oração: de sujeito (ou de nome predicativo do sujeito), e então são os nossos velhos conhecidos eu, tu, ele, nós, vós, eles; de complemento (directo, indirecto ou outro), e então a lista é longa, porque há os reflexos, os átonos e os tónicos... (Para ter uma relação completa, será melhor consultar uma boa gramática) Entre os pronomes pessoais de complemento está mim, bem como comigo, ti, contigo etc., que deve ser usado apenas quando é complemento numa oração. Repare nos seguintes exemplos:

1) A ti não direi nada - complemento indirecto: «a ti»;

2) É a mim que ela ama - complemento directo: «a mim»;

3) Este bolo foi feito por mim - compl. agente da passiva: «por mim»

4) Este trabalho é para mim - adjunto adverbial: «para mim»

Na expressão que refere, o predicado fazer exige um sujeito, que naturalmente deve ser o pronome pessoal de sujeito eu: «este trabalho é para eu fazer» será a forma correcta.

 

Eu / mim, outra vez

[Pergunta] Por favor, gostaria de saber a diferença do emprego do pronome pessoal nestas duas frases abaixo:
"Seria mais econômico para mim vender o carro";
"Este livro é para eu ler com calma".

 [Resposta] Na primeira frase, o pronome oblíquo mim é complemento; na segunda, o pronome recto/recto eu é sujeito. Sobre pronomes rectos/retos e oblíquos, veja as respostas anteriores:

 

Pronomes – retos e oblíquos

[Pergunta] Gostaria de saber de onde vem a denominação "pronomes pessoais do caso reto e pronomes oblíquos". Por que "retos e oblíquos"?

 [Resposta] A denominação de pronomes retos (em Portugal rectos) e oblíquos tem origem nas denominações latinas «rectus» e «obliquus».

Os substantivos, os adjectivos e pronomes tinham em latim formas diferentes conforme a função sintáctica que desempenhavam, tal como o alemão actual. Assim, por ex., a palavra latina rosa tinha a forma rosa, quando era sujeito; a forma rosam, quando era complemento directo; a forma rosae, quando era complemento indirecto. Os romanos chamavam casos a estas formas. Ao caso do sujeito (o nominativo), chamavam caso recto («casus rectus»); aos outros, excepto o vocativo, chamavam caso oblíquo («casus obliquus»).

Como em português os pronomes pessoais têm uma forma para o sujeito (eu, tu, ele, etc.) e outra para a função de complemento (me, mim, tigo, etc.), a nomenclatura gramatical brasileira seguiu a nomenclatura gramatical latina.

Colocação dos pronomes oblíquos átonos

[Pergunta] Como fica a colocação dos pronomes oblíquos átonos em locuções adverbias que possuem preposição entre os verbos?

Gostaríamos que nos dessem algumas dicas e dissessem qual ou quais destas frases são aceitáveis no padrão formal da língua em relação ao Brasil e também em relação a Portugal, pois talvez haja diferença de um país para o outro:

1) Eu o hei de vencer.

2) Eu hei-o de vencer.

3) Eu hei de o vencer.

4) Eu hei de vencê-lo.

5) Eu o acabei de encontrar.

6) Eu acabei-o de encontrar.

7) Eu acabei de o encontrar.

8) Eu acabei de encontrá-lo.

 

 [Resposta] 1) Eu o hei-de vencer! Enfático, não habitual (o o está deslocado para se lhe dar mais realce).

2) Errada. O o, neste caso, não pode ir logo depois de hei.

3) Eu hei-de o vencer. Certo.

4) Eu hei-de vencê-lo. Também certo.

5) Errado (pelo menos em Portugal).

6) Eu acabei-o de encontrar. Tolerável, mas o é complemento de encontrar.

7) Eu acabei de o encontrar. Correcto.

8) Eu acabei de encontrá-lo. Também correcto.

Obs. Como se verifica, tanto se pode usar o antes do infinitivo, como -lo depois (perdendo o verbo o -r final).

 

Uso dos pronomes pessoais

[Pergunta] Os pronomes pessoais são tantos e de tão variadas possibilidades de uso que deixam nós muito confusas. Gostaria que nos dissessem quais das frases abaixo estão erradas, em relação ao uso dos pronomes pessoais e por quê. Se possível, gostaríamos também de algumas dicas a respeito do emprego dos pronomes.

Pronomes oblíquos átonos:

1) Viu-me correr.

2) Viu-te correr.

3) Viu-o correr.

4) Viu-nos correr.

5) Viu-vos correr.

6) Viu-os correr.

7) Deu-me isso para guardar.

8) Deu-te isso para guardar.

9) Deu-lhe isso para guardar.

10) Deu-nos isso para guardar.

11) Deu-vos isso para guardar.

12) Deu-lhes isso para guardar.

Pronomes retos:

7) Viu eu correr.

8) Viu tu correr.

9) Viu ele correr.

10) Viu nós correr.

11) Viu vós correr.

12) Viu eles correr.

Pronomes oblíquos tônicos:

13) Viu a mim correr.

14) Viu a ti correr.

15) Deu isso para mim guardar.

16) Deu isso para ti guardar.

 

 [Resposta] Primeiro grupo

Este grupo, de 1) a 12), está todo certo. De 1) a 6) os pronomes estão na forma de complemento directo (de ver). De 7) a 12) os pronomes pessoais estão na forma de complemento indirecto, que só é diferente do directo na 3.ª pessoa.

Segundo grupo

Nas frases 7) a 12), só a 7) e a 9) se podem admitir, mas é preferível usar a 1) em vez da 7) e a 3) em lugar da 9). Na 7) e na 9) podemos considerar que correr é infinito pessoal (sem desinência nestas pessoas).

No último grupo, 13) a 16), está tudo errado. A 13) devia ser Viu-me correr, a 14) teria de ficar Viu-te correr, a 15) ficaria Deu isso para eu guardar e a 16) Deu isso para tu guardares (em ambas com o verbo guardar no infinito pessoal).

 

 
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