Segundo o instituto da UFF, mais de 95% dos gestores municipais e 80% dos monitores que atendem a crianças e adolescentes no contraturno escolar confirmaram que após a implantação do programa houve redução do trabalho infantil no município.
Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil
Deseja saber mais?
Por favor clique na foto!

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) divulgou hoje (21) o resultado de duas pesquisas que mostram a aprovação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) pelas famílias beneficiárias, monitores do programa e gestores municipais.
De acordo com a pesquisa, feita no final de 2008 em 120 municípios pelo Núcleo de Pesquisas, Informações e Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense (DataUFF), 88,5% das famílias beneficiárias avaliaram o Peti como “bom” ou “ótimo” e 71,2% informaram que “houve melhora na situação da família após sua inserção no programa”.
Segundo o instituto da UFF, mais de 95% dos gestores municipais e 80% dos monitores que atendem a crianças e adolescentes no contraturno escolar confirmaram que após a implantação do programa houve redução do trabalho infantil no município. Para quase metade dos monitores, o Peti melhorou o desempenho escolar pois as crianças participantes passaram a ler, escrever e interpretar textos com mais facilidade.
O Peti foi integrado pelo governo federal ao Programa Bolsa Família (PBF). Além das exigências do PBF (assiduidade escolar, cartão de vacinação em dia e realização de pré-natal), o MDS exige das famílias assistidas pelo Peti que as crianças e adolescentes mantenham frequência mensal mínima de 85% nas atividades esportivas, culturais e socioeducativas extra-classe oferecidas geralmente nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), fora do horário escolar, no chamado “serviço de convivência e fortalecimento de vínculos” que é responsabilidade dos municípios.
O MDS também encomendou um estudo qualitativo (ao Instituto Herkenhoff e Prates, de Belo Horizonte) com beneficiários, mães, professores e gestores de 40 municípios. Segundo Marina Pereira Nova, do Departamento de Avaliação da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, as mães consideram mais importante a manutenção das crianças em atividades extra-escolares do que o pagamento do benefício do Bolsa Família.
“As mães foram enfáticas quanto ao impacto positivo do Peti nas suas vidas e na de seus filhos. Elas consideram o apoio financeiro da bolsa do Peti como sendo crucial para melhoria das suas condições de vida, porém, a maioria considera, também, que os ganhos advindos das atividades socioeducativas para as vidas de seus filhos eram incomparavelmente maiores do que os ganhos materiais”, escreveu Marina Nova na apresentação da pesquisa.
Cerca de 820 mil crianças e adolescentes são atendidas em mais de 3,5 mil municípios que mantém atividades extraescolar para crianças do Peti. Além do benefício do PBF (R$ 22 por filho de até 15 anos; e R$ 33 por filho de 16 e 17 anos), o Peti transfere mais R$ 40 às famílias de áreas metropolitanas (cidades com mais de 250 mil habitantes) e R$ 25 às famílias de cidades menores ou do meio rural.
Edição: Lílian Beraldo
Leia Também:
Unicef alerta para vulnerabilidade de crianças durante a Copa
Vinicius Konchinski
Enviado Especial
Ao clicar na imagem...
saberá +

Joanesburgo – A Copa do Mundo pode expor as crianças da África do Sul à exploração sexual comercial, ao trabalho e à criminalidade. O alerta foi feito pela representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no país, Aida Girma, no lançamento de uma campanha contra a exploração infantil durante o Mundial de futebol.
De férias por causa do torneio, os garotos e garotas sul-africanos podem também ser “seduzidos” por organizações criminosas que aproveitam eventos como a Copa para estimular o consumo de drogas e a exploração sexual, segundo Aida. “Quadrilhas devem tentar usar crianças para preencher a demanda por drogas e pela prostituição”, disse.
De acordo com ela, em grandes eventos como a Copa, crianças também acabam sendo usadas como mão de obra barata. Isso não se deve apenas à vulnerabilidade dos jovens cidadãos, mas também à falta de políticas para a prevenção e o combate ao problema.
Preocupado com esses perigos, o governo sul-africano capacitou, junto com o Unicef, mil assistentes sociais para trabalhar no período da Copa. Esses profissionais vão atuar ao redor de estádios e em locais de aglomeração de pessoas, prevenindo o envolvimento de crianças em situações de risco.
Junto com a polícia da África da Sul, eles vão atuar também no combate ao tráfico de pessoas, outra preocupação do país-sede da Copa. “Apesar da Copa do Mundo, lembramos que é preciso enfatizar o papel da nossa comunidade em manter a salvo nossa crianças”, declarou o governo sul-africano em um comunicado.
Edição: Juliana Andrade
Fonte: Agência Brasil