| Terceirização – Governo afirma que cumprirá acordo com MPT e TCU |
|
|
|
| 30.06.2010 |
|
O governo federal tem até dezembro de 2010 para cumprir o acordo feito com o Ministério Público do trabalho – MPT e Tribunal de Contas da União – TCU que prevê o fim da terceirização irregular em todos os órgãos da Administração direta e indireta.
Os trabalhadores terceirizados irregularmente devem ser substituídos por servidores públicos concursados. A substituição vem acontecendo paulatinamente com a realização de dezenas de concursos públicos. A redução do número de terceirizados é uma medida moralizadora no serviço público, na opinião da presidente do SINAIT, Rosângela Rassy. “O ingresso por meio de concurso público é a forma correta defendida pelo SINAIT, integrante do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado - Fonacate, e por toda a sociedade. O servidor público concursado tem deveres e direitos, tem compromisso com o trabalho e com os bens públicos, não está só de passagem”, observa.
No Ministério do Trabalho e Emprego – MTE houve concurso público para os cargos administrativos, mas a categoria afirma que não foi suficiente para substituir todos os trabalhadores contratados e para repor um quadro que sofreu redução por mais de uma década. Na Fiscalização do Trabalho não há trabalhadores terceirizados, exceto em cargos administrativos como Superintendentes Regionais do Trabalho e outras funções de assessorias. “O SINAIT e toda a categoria lutam para garantir na Lei Orgânica que todos os cargos sejam ocupados por servidores de carreira. Somos um quadro altamente especializado, técnico, com todas as qualificações para exercer todas funções inerentes às atividades administrativas e de fiscalização propriamente ditas”, diz Rosângela Rassy.
Veja matéria do Correio Braziliense sobre a terceirização irregular:
Demissão de terceirizados
Ministério da Agricultura corta 318 prestadores de serviço, conforme acerto com os órgãos reguladores. As vagas serão preenchidas por concursados
No ano em que terá de substituir integralmente todos os servidores terceirizados irregulares, a administração direta começa a apresentar resultados seis meses antes do prazo final estipulado pelos órgãos de controle. O Ministério da Agricultura publicou ontem no Diário Oficial da União portaria com a relação de 318 empregados — identificados apenas com os números dos CPFs — que terão de deixar seus postos para dar lugar a candidatos aprovados em concurso. Os 288 servidores efetivos farão parte do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE). O ministro da Agricultura Wagner Rossi já comunicou ao Ministério do Planejamento que a pasta zerou o passivo de mão de obra que estava à margem da lei e que se enquadrou, sem ressalvas, à norma. Fonte: SINAIT/Correio Brasiliense
|