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Amianto continua matando em vários países e o Brasil é o quinto maior consumidor PDF Imprimir E-mail
23.07.2010
No Brasil, há 34 Normas Regulamentadoras – NRs que buscam resguardar a saúde e a segurança dos trabalhadores. Os Auditores Fiscais do Trabalho lutam diariamente para que as empresas cumpram as exigências de segurança estabelecidas pelas NRs,

23-07-2010 - SINAIT

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Amianto230710.jpg

A Organização Mundial de Saúde revela todo ano a situação realcionada a doenças causadas pelo uso do amianto. Pelo menos 200 mil pessoas morrem a cada ano por algum tipo de câncer relacionado com seu ambiente de trabalho, enquanto milhões de empregados correm o risco de desenvolver essa doença por causa da inalação de fibras de amianto e fumaça de tabaco.

Com baixo custo e alta resistência, o amianto ainda é uma das  matérias-primas muito utilizada pela indústria da construção civil. Porém os danos que causa à saúde dos trabalhadores é irreversível, principalmente, devido a não observância de normas de proteção nos ambientes de trabalho. Segundo a OMS, companhias estão transferindo suas fábricas para países ainda em desenvolvimento, onde as leis são menos rígidas.

No Brasil, há 34 Normas Regulamentadoras – NRs que buscam resguardar a saúde e a segurança dos trabalhadores. Os Auditores Fiscais do Trabalho lutam diariamente para que as empresas cumpram as exigências de segurança estabelecidas pelas NRs, mas um dos fatores preponderantes que dificulta esse trabalho é a falta de pessoal (AFTs) diante do extenso número de indústrias e empresas espalhadas por todo o país e da ausência de legislação com penas mais duras para os infratores.

Mais detalhes sobre a situação mundial devido ao uso do amianto na matéria a seguir:



BBC Brasil - Atualizado em  21 de julho, 2010 - 07:40 (Brasília) 10:40 GMT
Amianto pode matar mais de 1 milhão até 2030, segundo especialistas

Especialistas em saúde pública alertam para um grande aumento no número de mortes nas próximas duas décadas devido ao uso do amianto pela indústria da construção civil, sobretudo nos países em desenvolvimento.

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MinadeamiantoBBCBR.jpg

Canadá exporta amianto das suas minas,

mas proíbe uso do produto

Uma investigação conjunta da BBC e do Consórcio de Jornalistas Investigativos revelou que mais de 1 milhão de pessoas podem morrer até 2030 devido a doenças ligadas à substância.

Com um consumo de amianto 50 vezes maior do que os Estados Unidos, o Brasil é o quinto maior consumidor do produto em uma lista liderada por China, Índia e Rússia.

O amianto é uma fibra natural presente em minas. Barato e resistente ao calor e ao fogo, é misturado ao cimento para construção de telhas e pisos.

No entanto, a substância, cujo uso é proibido ou restrito em 52 países, solta fragmentos microscópicos no ar que podem provocar diversas doenças pulmonares quando inaladas, inclusive alguns tipos de câncer.

Amianto branco

A investigação conjunta do Consórcio de Jornalistas Investigativos e da BBC revelou que a produção de amianto continua na ordem de dois milhões de toneladas.

A indústria do amianto movimenta bilhões de dólares, sobretudo com exportações para países em desenvolvimento, onde as leis de proteção e a fiscalização são mais brandas.

Apesar da proibição e restrição ao uso, uma variação da substância conhecida como amianto branco é produzida e exportada para diversos países.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo o amianto branco pode provocar câncer.

Alguns cientistas temem que a disseminação do amianto branco possa prolongar uma epidemia de doenças relacionadas à substância.

"Minha visão é de que os riscos são extremamente altos. Eles são tão altos quanto qualquer outra substância cancerígena que vimos, com exceção, talvez, do cigarro", afirma Vincent Cogliano, cientista da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer da OMS.

Segundo a OMS, 125 milhões de pessoas convivem com amianto no trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 100 mil trabalhadores morram por ano devido a doenças relacionadas ao amianto.

Nos Estados Unidos, a indústria da construção civil não usa mais nenhum tipo de amianto. No entanto, o número de mortes devido à substância está chegando ao ápice, devido ao longo período em que a doença ainda pode se manifestar.

No México, mais de 2 mil empresas usam o amianto em diversos produtos, como freios, aquecedores, tetos, canos e cabos. Mais de 8 mil trabalhadores têm contato direto com a substância.

Doença

O Canadá é um dos maiores produtores mundiais de amianto branco e exporta o produto, mas proíbe seu uso no país.

Na província de Quebec, Bernard Coulombe, que é proprietário de uma mina, afirma que o amianto branco exportado por ele é vendido "exclusivamente para consumidores finais que possuem os mesmos padrões de higiene industrial do Canadá". Ele afirma que sua indústria possui amparo legal para exportar o produto.

Não muito longe dali, a pintora amadora Janice Tomkins luta contra mesotelioma, uma doença rara ligada ao amianto. Ela acredita ter contraído a doença há vários anos devido à exposição ao amianto azul e marrom, variações hoje proibidas internacionalmente.

Ela luta para impedir que o governo do Quebec libere um financiamento de US$ 56 milhões para que a mina próxima a sua casa possa expandir a produção, de olho em mercados emergentes como a Índia.

 

 

 
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