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Flagrantes no Sul do País libertam 67 trabalhadores explorados PDF Imprimir E-mail
27.07.2010

O Jornal Valor Econômico divulgou nesta segunda-feira (26) reportagens sobre operação do Grupo Móvel de Fiscalização, no município de Palmas, no Paraná, que resultou no resgate de 67 trabalhadores escravos, entre eles menores de 18 anos.

 

Combate ao Trabalho Escravo

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Os trabalhadores eram explorados na colheita da erva mate e reflorestamento de pinus

Os trabalhadores eram explorados na atividade de reflorestamento de pinus e colheita de erva mate, conteiners eram usados como dormitórios, não dispunham de equipamentos de proteção, e declararam que tinham de pagar para obter ferramentas e colchões. Os trabalhadores não possuíam registro em carteira de trabalho.

A matéria lembra que até pouco tempo os Estados do Sul não entravam nas estatísticas de incidência de trabalho escravo apresentando somente casos isolados. A partir da alteração do Artigo 149 do Código Penal pela Lei 10.803, quando foram detalhadas as condutas consideradas na configuração de trabalho escravo, tornou-se possível a constatação de trabalho escravo em outras atividades econômicas. Antes da lei, o conceito de escravidão no Brasil levava em conta apenas os casos de trabalho forçado e escravidão por dívida.

A PEC 438/01, a “PEC do Trabalho Escravo”, que está parada na Câmara dos Deputados, também foi citada na matéria como uma  mudança crucial.

“As ações da Fiscalização do Trabalho precisam e devem contar com parceiros que ajudem a denunciar, repercutir e inibir a prática do trabalho escravo contemporâneo. Também é imprescindível que o Poder Judiciário seja mais célere para condenar os infratores, que inclusive reincidem na prática da exploração, certamente em razão da impunidade”, destaca a presidente do SINAIT, Rosângela Rassy.

Leia matérias do Valor Econômico e do site do MTE: (Clique aqui)

Fonte: SINAIT

 
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