| PRÊMIO DIREITOS HUMANOS 2010 é entregue em cerimônia marcada por balanço de gestão e pela emoção |
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| 13.12.2010 |
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“Em um passado não muito distante, militante de movimentos sociais e lideranças populares arriscaram a própria vida para defender direitos coletivos e individuais, que hoje estão assegurados”, ressaltou o presidente.
José Nery de Azevedo (PA) Erradicação do Trabalho Escravo
Data: 13/12/2010 - SDH Com o Salão Nobre do Palácio Planalto lotado, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), lideraram nesta segunda-feira (13) a cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos 2010. Além participação de 13 ministros e de diversas autoridades do Executivo, do Legislativo e Judiciário, a solenidade levou ao Planalto centenas de militantes dos Direitos Humanos de todo o País. Ao lado do presidente Lula e do ministro Vannuchi, a futura ministra da pasta, deputada Maria do Rosário, participou da cerimônia de premiação. “Nunca antes na história do Brasil, nunca antes todos os segmentos dos direitos humanos estiveram tão unidos em torno de uma política de Estado”, afirmou o presidente, ao fazer um balanço dos desafios enfrentados e das conquistas ao longo dos últimos oito anos. O Prêmio Direitos Humanos é a mais alta condecoração do Governo Brasileiro a pessoas e entidades que se destacam na defesa, na promoção e no enfrentamento às violações dos Direitos Humanos. Ao chagar a 16ª edição, a solenidade foi marcada duplamente pela emoção. A da homenagem aos 18 agraciados neste ano e a conclusão de uma gestão. O presidente Lula disse que os premiados encarnam a força, persistência e a coragem do movimento social brasileiro, a quem se deve, em grande parte, o ambiente de irrestrita democracia política no país hoje. “Em um passado não muito distante, militante de movimentos sociais e lideranças populares arriscaram a própria vida para defender direitos coletivos e individuais, que hoje estão assegurados”, ressaltou o presidente. Para o ministro, que deixa o cargo no próximo dia 31 de dezembro, o legado desses oito anos, começa a ser medido nas áreas de Crianças e Adolescentes, o Sistema do Atendimento Socioeducativo, entre outros. “Pela primeira vez o adolescente infrator começa a ter acompanhamento do Estado, e não como a histeria dos piores momentos pela redução da idade penal, como se isso resolvesse alguma coisa”, disse, emocionado. O Presidente Lula ressaltou que os movimentos de direitos humanos sempre estiveram na “linha de frente na hora mais dura, pisaram o terreno mais íngreme, e proclamaram na hora mais cinzenta o seguinte: Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos, quando dizer isso significava colocar o emprego, a palavra e a própria vida no alvo de represálias implacáveis” E acrescentou: “Não foram poucos que tombaram, para cada um que caia outros seu levantavam. A democracia conquistou espaços nas ruas desse país para se tornar direito com pleno restabelecimento da liberdade”. Mas, ao mencionar as mudanças na economia, ressaltou: “O mais importante foi ampliar o horizonte da consciência nacional ao estender a todos os cidadãos o direito humano de dizer ao futuro: nós te criaremos e o povo pobre não será mais expulso da própria obra. Esse é o legado mais precioso. De todos, o mais precioso, porque significa dizer que todos os brasileiros nascerão cada vez mais livres e iguais em dignidade e direitos”. Muito aplaudido, o presidente encerrou o discurso com um carinhoso agradecimento ao ministro e brincou: “Paulinho, se eu pudesse te pagar em dinheiro, nem as reservas do Brasil dariam para pagar o trabalho que você prestou a esse governo e ao País”. AGRACIADOS 2010 |