| Marco Maia quer agilizar análise da PEC contra trabalho escravo |
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| 29.03.2011 |
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A PEC prevê que terras onde exista trabalho escravo serão confiscadas para a construção de casas populares ou para fins de reforma agrária. A proposta, que já foi aprovada pelo Senado, aguarda a análise em segundo turno do Plenário da Câmara desde 2004.
29/03/2011 17:26
Texto aguarda votação em segundo turno desde 2004. Clique na imagem e saiba + Em reunião com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Marco Maia, se comprometeu a discutir a Proposta de Emenda à Constituição contra o Trabalho Escravo (PEC 438/01) com os demais parlamentares e a agilizar a sua tramitação. "Quero ouvir os líderes e as bancadas sobre a matéria, mas tenho o entendimento de que essa proposta não pode ficar ad eternum sem debate. Não acredito que haja alguém que venha a defender a existência do trabalho escravo. Vou trabalhar no sentido de viabilizar a votação da PEC e de todas as medidas que ajudem a erradicar essa prática no País", disse. A PEC prevê que terras onde exista trabalho escravo serão confiscadas para a construção de casas populares ou para fins de reforma agrária. A proposta, que já foi aprovada pelo Senado, aguarda a análise em segundo turno do Plenário da Câmara desde 2004. O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, lembrou que os esforços da entidade e de outros segmentos da sociedade ainda não foram suficientes para acabar com o trabalho escravo no Brasil – dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que 33 mil trabalhadores foram resgatados dessa situação nos últimos oito anos. Segundo Barbosa, a aprovação da PEC pode ajudar a melhorar o cenário atual: "Tentamos fazer a nossa parte, mas existem alguns aspectos, como a repressão à prática e a reinserção das vítimas, que precisam de um apoio governamental. A legislação, no caso a PEC, seria um instrumento poderoso no sentido de confiscar terras onde o trabalho escravo for flagrado". O deputado Cláudio Puty (PT-PA), que participou da reunião, afirmou que a CNBB mostrou apoio à iniciativa de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o trabalho escravo no País. De acordo com Puty, o requerimento de criação da CPI já conta com mais de 140 assinaturas. Saiba mais sobre a tramitação de PECs. “Nossa intenção é que a doutora Zilda seja reconhecida pela sua dedicação à paz e às pessoas durante toda a vida. Ela é um exemplo para o Brasil e o mundo”, reforçou Maia. Criada em 1982, a pastoral atendeu até agora mais de dois milhões de crianças. Coordenadora do projeto, a catarinense Zilda Arns morreu em janeiro de 2010, vítima do terremoto que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe. Ela estava no país caribenho para realizar palestras e prestar ajuda humanitária. Reportagem – Ginny Morais/Rádio Câmara Edição – Marcelo Oliveira |