| AUDITORIA-FISCAL DO TRABALHO - Combate ao Trabalho Escravo - Fiscalização Móvel resgata 827 pessoas de regime de trabalho degradante |
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| 09.07.2011 |
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Grupo composto por migrantes e indígenas atuava em usina de cana-de-açúcar. “Os trabalhadores eram obrigados a atuar sob chuva e expostos a temperaturas muito baixas, cerca de 10 graus”
l Vc pode saber um pouco +... "clique na imgem!" *Foto da matéria posterior Brasília, 07/07/2011 – Ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), iniciada na última terça-feira (29), detectou a ocorrência de trabalho degradante na frente de trabalho rural – corte de cana - de uma usina localizada em Naviraí (MS). Como resultado, 827 trabalhadores migrantes e indígenas foram resgatados e a frente de trabalho rural e as caldeiras, interditadas. De acordo com a coordenadora nacional do GEFM, Camilla Vilhena Bemergui, várias irregularidades foram constatadas nas frentes de trabalhos, como falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), EPIs estragados, EPIs não repostos; e também nos alojamentos: como problemas com esgotamento de dejetos. Além disso, na frente de trabalho do corte de cana, o grupo era submetido a intempéries. “Os trabalhadores eram obrigados a atuar sob chuva e expostos a temperaturas muito baixas, cerca de 10 graus”, destaca.
Ainda de acordo com a coordenadora nacional do Grupo Móvel, a empresa - que já tinha antecedentes de submissão de trabalhadores à situação degradante - foi notificada com vistas a rescindir os contratos de trabalhadores dos libertados.
“No entanto, ontem, (quarta-feira, 6), a equipe do Grupo Móvel tomou ciência da decisão da 20ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, que, atendendo a mandado de segurança movido pela empresa autuada, mandou suspender os efeitos da interdição da frente de corte manual, da ordem de rescisão indireta dos contratos de trabalho do grupo, e, preventivamente, impedindo a inclusão da empresa na lista suja”, relata a coordenadora.
Nesta quarta-feira (07) a equipe do GEFM esteve nas instalações dos alojamentos, em Naviraí, para comunicar aos trabalhadores a decisão judicial. “Agora, nosso trabalho é tentar reverter essa decisão usando os trâmites legais, para que a equipe dê andamento à operação, uma vez que os trabalhadores resgatados voltarão a trabalhar em ambientes onde constatamos problemas que não temos a garantia se foram resolvidos”, observa. Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE Matérias Relacionadas: Operação-relâmpago em Tocantins liberta 17 trabalhadores Confira relato do coordenador da Campanha contra o Trabalho Escravo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Xavier Plassat, que colaborou para que a fiscalização ocorresse e fez parte da comitiva que foi ao encontro das vítimas Por Repórter Brasil
Entre os dias 22 e 23 de junho, operação-relâmpago libertou 17 trabalhadores de condições análogas à escravidão no município de Bandeirantes (TO). As vítimas viviam em barracos cobertos com lona e sustentados por troncos de árvore, no meio da mata, sem qualquer ponto de luz elétrica. Tanto nos alojamentos como nas frentes de trabalho, não havia banheiros e nem água potável. A única fonte de água disponível era um raso açude. 07/07/2011 - 23:58 Reincidente na exploração de trabalho escravo é preso Parte dos libertados dormia dentro de fornos. Flagrado anteriormente na prática do mesmo tipo de crime, produtor de carvão vegetal do Norte de Goiás arregimentava preferencialmente pessoas com pendências perante a Justiça Por Bianca Pyl Uma ação de combate ao trabalho escravo em carvoarias de Goiás resultou na prisão de Antônio Adélio Tavares da Silva, reincidente no crime.
Há seis anos, o grupo móvel de fiscalização libertou 19 empregados de carvoaria de Antônio, que funcionava na Fazenda Califórnia, em São Miguel do Araguaia (GO). Em função do ocorrido, o proprietário da área, Moreira Osvando, acabou sendo inserido na "lista suja" do trabalho escravo no ano de 2007, mas teve o nome retirado do cadastro por força de liminar judicial. "Antônio atua há mais de 10 anos na região e já foi atuado por várias vezes", relata Roberto. "Os trabalhadores arregimentados eram preferencialmente pessoas que respondem a inquéritos policiais ou criminais, ou mesmo já condenadas", conta Roberto. Na avaliação dele, isso era feito de forma intencional para que o produtor pudesse aproveitar dessa condição de forma direta (com ameaças de denuncia à Justiça) ou de forma indireta (na condição fragilizada de réus ou até de foragidos, os trabalhadores aceitavam quaisquer condições para não ter que voltar para as suas cidades de origem). O trabalhador que denunciou o empregador na Promotoria de Justiça de São Miguel do Araguaia (GO), por exemplo, acabou sendo preso após relatar as condições de trabalho que era obrigado a enfrentar. Outros seis empregados fugiram durante a operação com medo da prisão. De acordo com Roberto, da SRTE/GO, as verbas rescisórias desses empregados foram devidamente depositadas na Vara da Justiça do Trabalho de Porangatu (GO) e serão liberadas mediante alvará judicial. Condições
Quando não conseguiam concluir o carregamento do caminhão em um único dia ou quando carregavam dois ou mais caminhões em sequência, esses trabalhadores dormiam dentro dos fornos, deitados diretamente sobre uma "camada" de sacos de carvão que forrava o chão. O empregador não fornecia equipamentos de proteção individual (EPIs), nem mesmo a máscara respiratória utilizada para proteger o pulmão da fuligem. Os carbonizadores, ensacadores, forneiros e carregadores de carvão laboravam apenas de bermudas ou com roupa adicional rasgada. "Isso acentuava ainda mais os riscos de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais", explica o auditor fiscal que coordenou a ação. A alimentação era escassa e não atendia às necessidades mínimas de nutrição para quem realiza tarefas como a dos carvoeiros, que exigem muito esforço físico. Pela manhã, por exeemplo, se resumia a café preto. Alguns empregados compravam bolachas para complementar suas refeições do empregador, mediante desconto na folha de pagamento. Proveniente de cisterna recém-aberta, a água consumida tinha aparência turva e barrenta. Arrendamento Na avaliação da equipe de fiscalização, o contrato de arrendamento não passa de um subterfúgio para fraudar direitos trabalhistas, pois representa terceirização de atividade-fim do imóvel rural, já que o fazendeiro recebe a terra desmatada para pastagem. Os proprietários das três fazendas flagradas foram autuados e devem arcar com as verbas rescisórias das vítimas. Fonte: Repórter Brasil Trabalho escravo urbano – No Paraná, uruguaios explorados Publicada em: 07/07/2011 - SINAIT Um homem foi preso no município de Cascavel (PR), nesta quarta-feira, 6 de julho, por manter três trabalhadores uruguaios em condição análoga à de escravos, em barracão sem condições de habitação, segundo constatado pela polícia local. Os trabalhadores não sabiam que salário iriam receber e não tinham qualquer documentação trabalhista. É mais um caso de trabalho escravo urbano. Segundo a polícia o caso será encaminhado ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Policiais fizeram imagens do local que foram aproveitadas pela reportagem da CGN Notícias.
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Acusado de manter estrangeiros sob trabalho escravo é preso
Policiais civis de Cascavel detiveram nesta tarde (06) um homem de 52 anos acusado de manter estrangeiros sob trabalho escravo.
A ação foi realizada após diversas denúncias feitas a Civil. Na propriedade que fica na rua Rio da Paz as equipes encontraram três rapazes paraguaios que viviam em barracos sem as mínimas condições de higiene, como mostram as imagens feitas por um dos investigadores.
Panelas com restos de comida, camas improvisadas, alimentos armazenados de maneira irregular são apenas alguns dos problemas constados no local.
De acordo com relatos das vítimas ao delegado, eles aceitaram o trabalho, mas nem sabiam ao certo quanto ganhariam. "Eles desconheciam o valor que iriam ganhar pelo trabalho, além de não serem registrados. Só isso já tem uma implicação administrativa junto ao Ministério do Trabalho, aos direitos trabalhistas. As condições em que esses rapazes viviam, não exatamente trabalhavam, que era mexer com água lavar verdura, mas a noite para dormir. Onde esses rapazes ficavam é um local horrível, muito feio, ruim. Iluminação, condições sanitárias, banheiro, chuveiro, eu não percebi nada disso lá. Nesse sentido nós entendemos que há uma tipicidade ao que está descrito no Código Penal em relação à redução, a condição análoga de escravo", afirma o delegado da 15ª SDP, Pedro Fernandes de Oliveira.
Jacinto Limberger foi preso em flagrante e responderá pelo crime em que a pena varia de dois a oito anos. "Estamos autuando ele em flagrante e encaminhando ao conhecimento do juízo da Comarca, para que se manifeste sobre essa circunstância", finaliza.
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